Existe realmente essa tal tendência para engordar

 VIDA REAL

Zezé, uma simpática e sorridente senhora que adora doces e gosta de experimentar novas receitas, é vizinha de Rosa, banqueteira de mão cheia. A pesar de apreciar as delicias que a amiga faz, nem sempre Zezé aparece por lá. Ela está acima do peso e receia não resistir às guloseimas magistralmente preparadas.

Desde a avó, passando pela mãe e chegando até Rosa, todos na casa da vizinha fazem doces e pratos fantásticos para as festas da cidade. Em meio a tantos quitutes, a família come fartamente, saboreando macarronadas, sobremesas, bolinhos e biscoitinhos ao longo do dia. 

Para desespero de Zezé, todos os parentes de Rosa são magros ou “magrelos”, como ela mesma diz, inconformada com o fato de não comer tudo de que gosta e, mesmo assim, viver brigando com a balança.

 

Qual é a mágica que acontece na família da Rosa

 

Não se trata de magia, nem de milagre.

O fato é que, apesar dos hábitos alimentares exagerados da família, nenhum deles tem predisposição para acumular gordura e aumentar de peso. Provavelmente, a genética que controla o gasto calórico dessas pessoas faz com que o organismo delas queime, de maneira eficaz, o excesso de calorias ingeridos.

Infelizmente, o mesmo não acontece com Zezé que, possivelmente, tem um gasto calórico mais lento e, portanto, maior predisposição para o excesso de peso.

 

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Então, a genética pode levar ao aumento de peso ?

 

Não há como negar a influência da genética em nossa vida. E, cada vez mais, a ciência comprova ser ela a responsável por muitas coisas, boas ou ruins, que acontecem com a gente.

Você já deve ter visto ou ouvido falar de famílias em que várias pessoas têm diabetes ou níveis altos de colesterol ou, então, daquelas cheias de velhinhos que vivem para lá dos 80 anos. E todos dizem: É de família!

Em muitos casos, a hereditariedade é inquestionável.

 

E quanto aos gordinhos ?

 

Posso dizer que existe uma mistura bastante complexa entre genética e fatores externos influenciando no peso de todos nós. E a hereditariedade ou a genética interferem muito mais acentuadamente no aparecimento da obesidade do que se imaginava até há algum tempo.

É certa a existência de hábitos alimentares inadequados em várias famílias. Imagine a seguinte alimentação: feijão com bacon, salada de batata, bolinhos, lasanha e mousse de chocolate em uma única refeição; picanha, linguiça, cerveja ou pizza nos fins de semana.

Isso sem falar naquele tradicional lanche que muitas famílias têm o hábito de fazer no meio da tarde, com pãezinhos, geleia, patês e achocolatado.

Concordo que engordar diante de uma alimentação tão calórica assim pode soar óbvio, mas, por incrível que possa parecer, apesar de todos esses excessos alimentares, não são todos as pessoas que passam a ter aumento de peso.

– Não?!? – Você estar se perguntando, indignado.

 

Até onde a tendência familiar para engordar pode influenciar o seu peso

 

A predisposição genética para a obesidade que Zezé já conhece foi bem demonstrada por alguns cientistas. Eles realizaram pesquisas mundialmente reconhecidas com crianças gêmeas idênticas, adotadas por famílias diferentes, analisando e comparando-as com seus pais biológicos e adotivos. Embora esses gêmeos tivessem sido criados em famílias separadas ( adotados no primeiro ano de vida ) e com hábitos alimentares diferentes, dependendo da família que os adotara, eles mantiveram uma constituição corporal bastante idêntica à dos seus pais biológicos, tanto para a magreza como para a obesidade.

Tais descobertas ajudaram a concluir, de maneira esclarecedora, que o risco de uma criança ficar acima do peso é próximo de 10% quando nenhum dos pais é obseso, e pode chegar a 80% quando os dos pais são gordos.